sábado, 31 de outubro de 2009

"Amor próprio"



"Amor próprio"

O abajur ainda aceso
importuna a insônia
Um quarto preso
Por tensão,angústia,vergonha

As luzes da cidade se apagaram
Em seus quartos,os casais de amigos mais chegados
se amaram
E somente ela está ali
Mordendo incompreensão.

Na aflição que ela sente
abraça o travesseiro
Pensa que ele é gente...
Cadê o meu amor verdadeiro?
Ela grita continuamente

Mas se esquece
De que ele nunca chega
Se a iniciativa não partir
da gente

Ainda acha que um cara
Tem que amá-la
Pra suprir o seu vazio
Mas como as águas de um rio
Só existem pela nascente
Assim as águas do amor só poderão
Molhá-la se ela souber
seu valor permanente...

(Compus na tarde mais Linda dessa semana,quarta pra quinta)

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