sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Carboxiterapia(Saiba tudo sobre esse novo procedimento estético)


Por Fernanda d´Oliveira

A carboxiterapia é um tratamento para combater a celulite, gordura localizada e flacidez, entre outros problemas estéticos. A idéia é injetar gás carbônico sob a pele. De acordo com a Wikipédia, isso melhoraria a circulação e a oxigenação dos tecidos. Uma vez que a técnica também se propõe a estimular a formação de colágeno e de novas fibras elásticas, ela também pode ser indicada para o tratamento das estrias, olheiras e rejuvenescimento facial e corporal. Vale tudo quando a palavra de ordem é ficar bela, ou belo, e com muitos anos a menos.

O endocrinologista Flávio Murilo Pinto Santini, que aparece na foto acima, tem especialização em Medicina Estética, chama a atenção para o cuidado que se deve ter na escolha do profissional que irá aplicar a técnica: “A carboxiterapia é o termo conhecido na terapêutica subcutânea do CO2, isto é, do gás carbônico. Como se trata de um ato médico, deve sempre ser realizado por médicos treinados, e não por outros profissionais da área de saúde”, diz, cauteloso, lembrando que a aplicação da técnica vai além da dermatologia e da medicina estética: “Outras especialidades médicas também se beneficiam da carboxiterapia, como a angiologia, urologia e reumatologia, entre outras áreas”.

Saber como a técnica funciona faz dela uma aliada no tratamento da beleza e do rejuvenescimento, como explica o médico: “O gás carbônico é normalmente encontrado no organismo. Em situações de repouso, o corpo produz cerca de 200 ml/min deste gás, aumentando em até dez vezes frente a esforços físicos intensos. Durante o tratamento, o médico especializado na carboxiterapia controla a infusão do fluxo e o volume total injetados dentro estes parâmetros, utilizando fluxos entre 20 e 100 ml/min e volume totais administrados entre 600 ml e um litro”.

Complicado? Nem tanto. Flávio Murilo Sivini explica em bom português: “A ação física do CO2 é estabelecida pela propriedade inerente a todo gás, a difusão, que é a capacidade da matéria, em estado gasoso, de se espalhar, preenchendo espaços existentes, ou até mesmo tentando criar espaços, exercendo pressão sobre o que lhes contém. Este fluxo de gás simula uma lâmina, lapidando as moléculas de gordura, transformando-as em uma pasta de fácil drenagem pelo sistema linfático. Daí a importância da drenagem linfática após o procedimento, no intuito de acelerar o que nosso corpo drenaria por si só”.

A ação química do CO2 sobre o tecido, segundo o médico, está muito bem estudada. “promovendo a vasodilatação local, com conseqüente aumento do fluxo vascular, e da pressão parcial de oxigênio, há redução da afinidade da hemoglobina pelo oxigênio, resultando em maior quantidade deste disponível para o tecido, melhorando a micro-circulação, a oxigenação dos tecidos, ajudando a dissolver os nódulos de celulite e a ruptura das células de gordura.”

Todo o tratamento é feito com uma série de sessões de carboxiterapia e os efeitos são vistos logo: “É possível notar a pele mais saudável, enrijecida e a redução de alguns centímetros nas medidas, normalmente a partir da quinta à oitava sessão”, garante dr. Flávio Murilo, que lembra que o tratamento inclui de 10 a 20 sessões, divididas em uma, duas a três vezes por semana. Cada sessão dura de 15 a 30 minutos, dependendo da região. E o tratamento pode ser associado a outras técnicas: “A associação entre tratamentos estéticos é feita no intuito de acelerar os resultados. Além disso, uma dieta orientada por profissionais auxilia os tratamentos, dando melhores resultados”.

A carboxiterapia é feita com máquina própria, já avaliada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA. “Este equipamento tem aprovação de comercialização e uso pelo FDA americano e Ministério da Saúde. O tratamento utiliza o CO2 – anidro carbônico, um gás atóxico, não embólico e presente normalmente no corpo humano, como intermediário do metabolismo celular. O CO2 puro, medicinal, é o mesmo utilizado corriqueiramente em cirurgia videolaparoscópica, histeroscopia e como contraste em arteriografias”, esclarece o médico.

Como em qualquer tratamento, podem aparecer efeitos colaterais. Mas os relacionados à carboxiterapia, segundo o médico, não são tão grandes: “Possíveis efeitos colaterais limitam-se à dor durante o tratamento, pequenos hematomas decorrentes da punção e sensação de crepitação no local, e o aumento da pressão parcial, que desaparece, em média, em até 10 minutos”, garante.

De acordo com dr. Flávio Murilo, não é necessário fazer repouso, ou qualquer outro tipo de tratamento complementar, já que a pessoa pode retornar às suas atividades normais, ao fim de cada sessão. “A duração do tratamento depende apenas da pessoa. Se ela escolher seguir uma dieta saudável complementada pelo exercício regular, a celulite pode permanecer afastada por anos”, finaliza. Se um corpo feio é o resultado de excessos, o belo é a resposta de uma vida regrada. O caminho é sempre o mesmo.


(Nota de titia Laurete:Dói bagaraaaaaaaaaaai,mas deve valer a pena né...)

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