terça-feira, 6 de outubro de 2009

Curiosidades


Como surgiram os nomes dos dias da semana?

Foi no império romano que a astrologia introduziu o uso popular da septimana (“sete manhãs” em latim),convenção de origem babilônica. Inicialmente os nomes dos deuses orientais foram
substituídos pelos equivalentes por equivalentes latinos. Com o advento do cristianismo, o dia do Sol, solis dies, foi substituído por dominica, dia do senhor; e o saturni, dia de Saturno, por sababatum, derivado do hebraico
shabbath, o verdadeiro dia de descanso conforme consagrado na bíblia (Ver Êxodo 20:8-11). Os outros dias eram dedicados a: Lua (segunda), Marte (terça), Mercúrio (quarta), Júpiter (quinta) e Vênus (Sexta-feira). Na Inglaterra, a semana de sete dias chegou só no século V, atrasada em relação ao restante da Europa e adaptada de acordo com deuses anglo-saxões. Marte foi substituído por
Tiw, deus da guerra, dando origem a tuesday; Mercúrio, por Woden, deus da poesia: wednesday; Júpiter, por Thor, deus do trovão; thursday; e Vênus, por Friga: friday. O termo feira surgiu em português poruqe, na semana da Páscoa, todos os dias eram feriados – férias ou feira – e os mercados funcionavam ao ar livre.
Com o tempo a igreja Católica baniu os nomes pagãos dos dias da semana, oficializando as feiras. O primeiro domingo, que seria primeira feira, conservou
o primeiro nome por “dedicado a Deus”, fazendo a contagem iniciar-se na secunda-feria, Segunda-feira. O Sábado foi mantido graças a intervenção divina.
Apesar da oposição do Vaticano, as designações de origem pagã sobreviveram em todo mundo cristão menos em Portugal, graças ao apostolado de São Martinho de Braga (século VI), que combatia o costume de “dar nomes de demônios aos dias que Deus criou”.

Por que se usa a aliança de casamento na mão esquerda e a de noivado na mão direita?

Os egípcios, por volta de 2.800 a.C., já usavam um anel para simbolizar o laço matrimonial. Para eles, um círculo, não tendo começo nem fim,
representava a eternidade à qual a união se destinava. Cerca de 2000 anos depois, os gregos descobriram o magnetismo, que acabou influindo também nessa simbologia. Como eles acreditavam que o dedo médio da mão esquerda possuía uma veia que levava diretamente ao coração, passaram a usar nele um anel imantado, para que os corações dos amantes permanecessem para sempre atraídos um pelo o
outro. O costume foi adotado pelos romanos e o Vaticano manteve a tradição. Já o anel de noivado foi introduzido no ano 860, por decreto do papa Nicolau I(858-867), que o instituiu como uma afirmação pública obrigatório da intenção
dos noivos. “A aliança passa da mão direita para a mão esquerda para representar a aproximação do compromisso definitivo. Do lado esquerdo, ele fica mais próximo do coração,” afirma o padre Eduardo Coelho.

Nenhum comentário: