quarta-feira, 7 de abril de 2010

"Análise Cruel"


Umas covas desossadas
Umas vidas desmedidas
Oportunidades perdidas
E feitas as ressalvas,

Entendo que a vida é um vulcão;
Nunca se sabe
a hora da explosão
da reviravolta
e antes que o dia acabe
devemos sustentar a emoção

Do abraço,do beijo
quem sabe aperto de mão
Pois a morte ronda viva
E não quer dar sossego não

Enquanto a carne é fresca
E a vida pode ser aproveitada
Corremos doidos feito doentes
Querendo dinheiro pra não ficarmos dependentes
E com isso vem o estresse

Ah se eu pudesse
A calma manter
Pois assim não envelheceria tanto
E não deixaria a angústia e o pranto
tomar conta do meu ser

Sinta a ironia:
Quando enfim conseguir
toda a estabilidade que eu almejo
estarei velha e caída
oh que triste quadro eu vejo!
Por isso digo que a vida é injusta
Pois a estabilidade financeira custa
estresse e falta de tempo
Que desalento...

(ao som de Ironic,Alanis Morisette)

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