quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Sonetando (By Luso Poemas)


A flor da Açucena

Esvelta açucena deste prado florido,
Em versos eu canto a sua divinização;
Branca flor que neste recanto querido,
Sublima minh’alma de tanta emoção.

Lírio-branco, é por muitos conhecido,
Carinhosamente, se faz em profusão;
Sua fragrância me faz o enternecido,
Arte da Natureza para minha olfação.

Como é prazeroso admirar esta flora!
É um arroubo para esta minha visão,
Aplauso festo a esta flor que arvora

A beleza, o encanto, sua ostentação!
Nos meus vôos idílicos posso agora
Ofertar esta planta como dedicação.

Rivadávia Leite


Veneno da Saudade

Penetra envenenada adaga
Lacera este coração sofrido
Devassa esta alma amarga
Vara este corpo condoído
Deixa o seu veneno na carne
No sangue, no ar circundante
Mata de vez esta amante
Que cada dia morre um pouco
De saudade, de enorme saudade
Do seu amado, amante

Ângela Rolim

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