terça-feira, 16 de novembro de 2010

Soneto do Verão (Leslie Bravin)




O sol em tardes de dourado estio
abrasa dilatando seu mormaço
inflama luz e fogo num entrelaço
pleno no clarão do dia em fastio.

As cigarras na árvore do quintal
numa cantoria sonora estridente
crepúsculo na tarde rosa e dolente
nuvens em preto-cinza temporal.

A luz da arandela se alastra pelo chão
em fios de ouro a dançar em aquarela
avivando pingos da chuva em profusão.

A noite baila em véus de nostalgia
carregando uma estrela de luz amarela
pelas ruas molhadas em suave poesia.

Lindo,lindo,lindo!

Um comentário:

Júlio Castellain disse...

...
Bonito mesmo.
Abraço.
...