domingo, 13 de março de 2011

O medo na vida profissional


"O medo faz parte da vida da gente. Algumas pessoas não sabem como enfrentá-lo, outras - acho que estou entre elas - aprendem a conviver com ele e o encaram não como uma coisa negativa, mas como um sentimento de autopreservação."
(Ayrton Senna)




A melhor maneira de descobrir de onde vêm os medos é escarafunchar a história de sua vida. Na maioria das vezes, ele surgem quando se é criança — e quase sempre é incutido pelos pais ou por experiências de alguma maneira traumáticas. “O medo é aprendido. A criança pequena não teme nada. Ela aprende com os pais, ou na prática, que não pode botar a mão no fogo.”

O medo existe desde que o mundo é mundo. Até com os nossos antepassados se faziam presentes. O medo também existe entre os animais em sinal de respeito uns para com os outros. E com nós seres humanos não somos diferente, pois o medo está presente antes mesmos de nascermos e está em todos os momentos de nossas vidas, por mais que não concordamos.

Principalmente na área profissional, onde precisamos do trabalho para o nosso sustento, sobrevivência e também nossa família é claro. E por trás de um medo aparentemente banal podem estar problemas mais graves.

Roberto Shinyashiki comenta sobre medo o seguinte:
Sabe aquela história de deixar de viver um grande amor por puro medo de não ser correspondida? Ou então de não realizar o sonho de conhecer outro país por pânico de avião? O mesmo acontece na vida profissional.

Você teme tanto as consequências de suas possíveis atitudes que estaciona sua carreira, pratica a chamada autossabotagem. Percebo que o medo é a palavra de ordem no mundo de hoje. Há o receio de perder o emprego, ser rejeitada pelas companheiras de equipe, não conseguir dar conta das metas do mês, receber uma crítica do chefe, não conquistar clientes etc....

Muita gente vive nesse estado de apreensão e acaba fazendo disso um estilo de vida. E, por essa razão, acontece um fato curioso: como o medo virou uma constante, ficamos com o pé atrás por qualquer motivo, exista ele ou não.

Uma mulher é capaz de imaginar o marido fiel como o pior dos adúlteros. Uma gerente assustada pode interpretar o interesse da funcionária em participar de um congresso (com o objetivo de se aprimorar nas suas funções) como um sinal de que ela está procurando outro emprego. Ou até mesmo de que queria tomar o seu lugar.

Resumindo: o pavor faz com que interpretemos fatos simples como se fossem inimigos monumentais, capazes de arruinar nossos planos.

O livro:A coragem de confiar – o medo é seu pior inimigo, fala bastante sobre esse assunto. Afinal, a insegurança é uma das piores doenças da humanidade. Não estou falando daquele temor saudável, que leva você a ser cautelosa e a se proteger. E sim da incapacidade de dar um passo adiante.

Tive uma secretária que era muito competente, mas vivia se escondendo. Quando um fornecedor atrasava a entrega prometida, ela não tinha coragem sequer de reclamar. Se algo não saía conforme combinávamos, preferia se calar achando que estaria preservando a mim e a ela. Eu só descobria quando não havia mais nada a fazer.

E essa profissional tinha talento de sobra, com chances de chegar aos mais altos postos de qualquer empresa. Mas sua carreira ficou em stand by até o dia em que passou a acreditar em si mesma e a bancar suas decisões. A insegurança consegue fazer o mais competente da equipe parecer que está acomodado ou que não se importa com os projetos. Pior: é essa imagem que o chefe e o cliente acabam tendo também.

Não é fácil mudar um comportamento arraigado, um traço de personalidade que se reflete em todas as áreas da vida. Mas dá para observar se você tem minado suas chances de deslanchar por pura falta de confiança nas próprias atitudes e até mesmo nos outros.

Os problemas precisam ganhar a dimensão de desafios a ser enfrentados, e não de enormes impedimentos para suas conquistas. O trabalho deve ser visto como a oportunidade constante de chegar aonde deseja. Além disso, procure tirar esta lição dos otimistas: tenha em mente os benefícios das sua ações em vez de jogar holofotes apenas sobre o que pode dar errado.

Michael Jordam, um dos maiores jogadores da história do basquete, certa vez disse: “não acertei muitos arremessos, perdi dezenas de jogos, mas a coragem de errar me levou até o sucesso”.

Portanto, não deixe que a insegurança se transforme em companheira de viagem. No máximo, ela pode ser uma placa na beira da estrada, assinalando um curva perigosa no caminho à frente.


Cinco sugestões para você vencer o medo no ambiente de trabalho


1. Elogios e críticas nem lhe adicionam nem lhe tiram valor

Você tem um valor inato aderido a sua natureza e nada nem ninguém pode tirar. Portanto, o que disser, o que pensar, as decisões que tomar, mesmo quando os outros não percebam, têm também um valor intrínseco porque vêm de você.


2. Não existem erros, só resultados

Se observar sinais de que as coisas não estão indo como você deseja ou como seu chefe espera, não significa que você seja um fracassado. Simplesmente a fórmula que está aplicando não serve para o que você busca, de modo que precisa trocá-la.


3. As pessoas são imperfeitas

Esquecemos coisas, não sabemos que existem formas de fazer melhor ou simplesmente atuamos sob a influência de chefes de conduta inconsistente e não temos consciência disso. Portanto, não existe um ser humano perfeito. Não quero dizer que podemos ser irresponsáveis, deixando de assumir as consequências de nossos atos. Quero dizer que é válido nos permitirmos uma margem de erro, mas ao mesmo tempo devemos estar conscientes sobre o ponto 4, que explico na sequência.


4. Você tem capacidade de aprender a escolher de maneira inteligente

Tenha consciência das suas experiências para que não volte a dar os mesmos passos que não lhe levaram a lugar nenhum.Cada erro lhe proporciona um conjunto de conhecimentos, hábitos e habilidades que são requeridos para cumprir satisfatoriamente outra tarefa, mas você só descobrirá quando pensar a respeito. Pouco a pouco você se tornará uma pessoa cheia de sabedoria, e tomará decisões mais centradas e sensatas.


5. Apóie-se em alguém que lhe dê luz quando estiver confuso

Peça opinião a alguém, dentro ou fora da empresa, sobre sua atuação e o que poderia melhorar. Não esqueça de que essa pessoa deve ter duas características importantes: ser equilibrada e objetiva


Segundo o Professor, Luis Marins, administrar pelo medo nunca funcionou.

E por incrível que possa parecer, ainda há patrões, diretores, gerente, supervisores que gerenciam pelo medo.
Uma empresa gerenciada pelo medo, onde as pessoas têm medo, não tem sucesso nos dias atuais, por várias razões.

Em primeiro lugar, pessoas com medo não tentam, não criam, não inovam, pois o medo de errar as impede de inovar.

Em segundo lugar, uma empresa gerenciada pelo medo não retém os melhores talentos. Pessoas talentosas, criativas, realmente competentes, não aceitam trabalhar por muito tempo em empresas desse tipo. Uma empresa gerenciada pelo medo manterá apenas pessoas com baixa auto-estima, que não acreditam encontrar outro lugar melhor para trabalhar.

Em terceiro lugar, além de não reter os talentos, essas empresas não conseguem atrair talentos. Ninguém realmente bom quer trabalhar num lugar onde as pessoas sentem medo. E sem gente boa, talentosa, é impossível vencer num mercado competitivo. Em quarto lugar, numa empresa gerenciada pelo medo, as pessoas escondem a verdade, os problemas.

Essas empresas são formadas de bajuladores que só dizem “sim” por medo da punição. Sem saber o que realmente ocorre na empresa, os dirigentes tomam decisões cada vez mais equivocadas criando um círculo vicioso do fracasso empresarial.

Há pessoas que confundem medo com respeito. É claro que temos que ter uma empresa onde as pessoas se respeitem ao máximo. Confundir respeito com medo é muito comum.

Chefes inseguros gerenciam pelo medo exatamente por temer que seus subordinados, com maior liberdade de pensamento e ação, percam o respeito por eles.

Patrões, diretores, gerentes, supervisores realmente competentes não têm medo de subordinados criativos e inovadores. Pelo contrário, incentivam a liberdade para que a criatividade possa existir.

E quando um subordinado confundir liberdade com falta de respeito e lealdade, deve ser chamado a reconhecer o seu erro e até ser punido. Mas gerenciar pelo medo de forma “preventiva” é um erro injustificável.



Meus caros leitores:

O medo limita a carreira e todos os nosso objetivos profissionais, portanto vamos soltar o freio de mão e não ter medo do medo.
Porque o medo inibe e tira a vontade de vencer.

Nenhum comentário: