domingo, 4 de setembro de 2011

"4 de setembro"



Derramando uma lágrima
suplicando uma fábula
Dissecando uma lástima
Tornando a dor elástica...

Entendo que nunca te possuí.
Nunca foste verdadeiramente meu
e mesmo que um dia fosse
estava escrito que dirias adeus.

Assim,tão de repente
uma estupidez imensa
tudo pela prensa
que eu te dei
Apenas cobrei
carinho e atenção
Não merecia esse açoite
E logo agora que é noite
eu não vou sonhar contigo
Será que eu merecia
esse tremendo castigo?

Amanhã,começa uma semana
e alguns me dizem"Desencana"
Outros emprestam-me seu ombro
Pra que eu possa enfim chorar
E ferida por escombros
Só posso lamentar
que mais um muro construído
então desmoronou
Mais uma vez
e eu que achava que seria talvez...

Me pergunto qual a trégua
para uma vida de paixão
Desenho o traço com a régua
Da linha do tempo,em vão
e ela me dizia
só que eu não percebia
o triste fim que nos aguardava
Te peço perdão
Por não ser o que sonhavas.

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