domingo, 11 de setembro de 2011

Ferida aberta


A poesia é minha terapia.Já deu pra perceber, que sem meus versos eu não sei viver,tudo é monotonia...Com vocês,mais criações.

"Labirinto"

Senhoras e senhores
está aberta a temporada
do estranho labirinto
que de estrada em estrada
assim,bem sucinto
vai roubando as ilusões
e fabricando outras mais
na madrugada.

Não estranhe
se achar alguém morto
ali dentro
Venha,não se acanhe
Sem cara de bobo
Mas até te entendo:
Você nunca deu de cara
com um labirinto tão supremo!

E adivinha o que ele faz com a gente?
Toma nossos sonhos
Petrifica a nossa mente
Nos faz pensar que a magia da inocência
Não existe mais
Pois sem transparência
Não se pode achar a paz
As vítimas estão por todos os cantos
Desoladas pelo amor perdido
Mas quem diria,o iludido
que feriu-se em prantos
quando apaixonou-se
pela primeira alma sedenta
e então desvencilhou-se
da pureza longe das ciladas
AH,QUE LABIRINTO CRUEL
CHEIO DE ARMADILHAS E TRAPAÇAS...



"Caixa de música"



Soa,soa
minha caixinha
toca pra mim
aquela musiquinha
Linda,suave,fofinha
que me faz lembrar
aquele alguém?

Vamos,não seja malvada
Toca aquela valsa
que dançamos na noite enluarada
Ou quem sabe poderia
Tocar o zouk
que dançamos naquele dia
em que a gente viu o sol se pôr

Por favor,não pare nunca
de tocar minhas canções
Não espere eu me recompor
Pois eu preciso dessas notas
Pra iluminar as minhas rotas
Já que meu amor se foi
Toque,toque e relembre
em um singelo tributo
O dono do circo mambembe
que resoluto
decidiu me deixar
Assim,sem hesitar
Deixou meu castelinho ruir
E eu que voltava a sorrir!


Por isso soa,soa
Minha caixinha de música
Pode tocar a canção do Adeus
É a hora da despedida
Sem choro,sem tensão
sem saudade ardida
Pois o show já acabou
O ciroco já fechou
E outros contos
já rolam na avenida.

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