domingo, 29 de abril de 2012

Advice for the young at heart

Sim, podemos dizer que existem defeitos e defeitos e quanto a isso não há muito o que contestar, é um fato. Existem certos hábitos e manias de um companheiro mais suportáveis enquanto outros são quase impossíveis de conviver. Cada um precisará desenvolver sua própria capacidade em lidar com tais diferenças, aceitá-las e incorporá-las à relação, saber acima de tudo o limite saudável dessa convivência. Possivelmente o ponto fundamental de toda essa questão seja exatamente o que diz respeito à saúde emocional do companheiro, sua e do casal. Certos hábitos são mais do que apenas hábitos, sobrepõem o que mencionei anteriormente, sobre a crescente dificuldade em lidar com as diferenças. É fundamental que se saiba a diferença entre não conseguir conviver com as imperfeições do outro por infantilidade e aquela que já faz parte de um outro terreno. O terreno que aponto é o da própria destrutividade, alguém que bebe ou fuma em demasia, que tem vícios muito mais do que hábitos, que faz dívidas, que não tem uma vida produtiva, enfim traços de uma personalidade que destroem o presente de cada um e daqueles ao redor. Esse deve ser um importante limite a ser observado e sempre considerado em um casal. Quando o outro tende a ter uma existência infeliz e destrutiva dificilmente conseguirá ser um bom companheiro e a relação corre o risco de ser uma tábua de salvação mais do que um terreno de troca e crescimento. Essa sim é uma situação de grande frustração para aquele que investiu e apostou, essa é também uma razão justa que deve conduzir a importantes decisões. Existe uma grande diferença entre lidar com a imperfeição do outro e lidar com a destrutividade do companheiro. A imperfeição pede maturidade enquanto a destrutividade procura por limites.

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