sexta-feira, 12 de junho de 2015

Feliz dia dos namorados?




Bom,que a data de hoje sirva de reflexão para cada um de nós,solteiros ou comprometidos,sobre o rumo das nossas relações atuais.Vale a pena estar com alguém numa relação disfuncional,apenas pelo medo da solidão,ou a ilusão de que algum dia as coisas vão melhorar?Vale a pena estar com alguém que não nos valoriza?E pros solteiros,deixo a pergunta que eu mesma me faço há quase um ano: O que eu procuro em alguém?O que eu posso oferecer em troca?

Quando a gente não tem noção desse tipo de coisas acaba entrando em furada,ou então sendo aquele tipo de solteiro mala que só sabe ficar de mimimi por ai(e quem dera fosse só no dia dos namorados). Enfim,acho que mudei muito,porque pela primeira vez na vida essa data não tem efeito sobre mim,até porque depois de vivenciar a solidão a dois,tudo muda dentro da gente.E claro que assim como o apóstolo Paulo afirma que quando ele virou homem deixou as coisas próprias de menino,não cabia mais em meus 27 anos continuar com aquelas noias e ilusões sem cabimento.Torno-me a partir de agora responsável pela minha própria realização.

Não,eu não desacredito do amor.E espero que do fundo do coração todos vocês encontrem alguém bacana.Mas não façam disso o ápice da felicidade hein meu povo?Tia Lola ama vocês,curtam bastante esse dia.


Pra fechar o post,a poesia que o maestro e amigo Barthes fez pra sua esposa:
Ela é a minha Cinderela.
Estrela não imune aos incestos na favela
Perdeu seu sapato no bocejo da lua,
Enquanto seu desejo eletrizava minhas artérias nas ruas

De porre, no agônico horizonte que o meteoro percorre,
Tropeçando nos amores cujo pescoço na corda,
Acordou minha bad trip com um arroto calhorda.
Nos seus olhos eu vi a luz para nosso caminho,
Descansando a minha cabeça no seu colo,
Senti que não estava mais sozinho.

Reproduzindo suas lágrimas em solos
de guitarras dementes,
Alucinando o louco ir e vir dos poentes.
Nossos sangues fundidos em um arco-íris dolorido,
Nossos passos no destino um do outro perdidos,

Quando nos consumíamos de amor nas paredes,
Com uma fome que não cabia nem nas camas,
Nem no pelourinho, das chicotadas nas mucamas.
Nem no nosso frenético vai e vem nas redes.

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