terça-feira, 6 de outubro de 2015

Não siga o seu coração (By Frederico Mattos,Blog sobre a vida)



Não siga o seu coração!

“Siga o seu coração!”

Não existe conselho mais nobre (em intenções) e pobre em resultado que esse. Explico.
Uma pessoa que tem uma das 3 características seguintes pode se dar mal com esse conselho:

1. Tem uma personalidade autodestrutiva ou carente

Pessoas amarguradas, exigentes, negativas, confusas, instáveis, ansiosas são candidatas a fazerem escolhas amorosas ruins. Elas nivelam a vida pelo pior aspecto, seu coração mira no pé, segui-lo é um convite para o sofrimento.

2. Histórico familiar problemático


Uma pessoa que teve referências familiares confusas, estranhas, problemáticas, tiveram uma escola amorosa ruim. Sua maneira de amar está contaminada, logo, seguir o coração é eleger parceiros que reproduzam modelos paternais ruins.

3. Relacionamentos amorosos problemáticos


Para quem se habituou a achar que briga, mentira, intriga, barraco ou competitividade faz parte de uma relação amorosa perdeu sua bússola de boa autoestima. Seu coração está muito desorientado para ser seguido.
Pense no tipo de condicionamento emocional que essa pessoa tem para fazer escolhas ruins. Se ela seguir o coração fará uma sequência de besteiras como sempre fez.
Inevitavelmente vai escolher um parceiro dominador, problemático, destrutivo ou infantil.

O resultado será de dois tipos:

1. A pessoa vai ficar ainda mais carente e achando que o próximo vai tirar o azar (não vai tirar)
2. Vai se fechar, achar que nenhuma pessoa presta e se tornar cética (e fazer novas escolhas ruins)

Qual o melhor conselho que se pode dar antes de “siga o seu coração”?


1. Conheça a si mesma
2. Aprenda a fazer boas escolhas e cure suas dores emocionais por meios realmente eficazes (livros, conversas saudáveis, profissionais da saúde mental, buscas espirituais)
3. Conheça um pouco mais do comportamento saudável ou problemático dos homens que quer encontrar
4. Vá com calma, entendendo o relacionamento como um processo lento, e não como uma escolha desesperado por atenção e carinho.
5. Conheça a pessoa em questão por pelo menos 3 meses antes de tomar decisões mais sérias e isso inclui sua maneira de cuidar da saúde, das finanças, de sexo, da família (acredite em mim, isso é fundamental).
Agora você pode ajudar uma pessoa nas questões do coração.
Compartilhe esse texto para que as pessoas não caiam na cilada de seguir reforçados os dramas emocionais de suas famílias de origem.


* Frederico Mattos: Sonhador nato, psicólogo provocador, autor dos livros Relacionamento para leigos (série For Dummies) e Mães que amam demais. Adora contar e ouvir histórias de vida. Nas demais horas cultiva um bonsai, lava pratos e se aconchega nos braços do seu amor, Juliana. Oferece treinamentos online de No twitter é @fredmattos e no instagram http://instagram.com/fredmattos – Frederico A. S. O. Mattos CRP 06/77094

2 comentários:

D. B. S. disse...

Excelente conselho. É totalmente o inverso do que as pessoas ouvem hoje, para seguir os impulsos de seu coração como se não tivessem cérebro.

Laura Ronas disse...

Adorei esse site que postou esse texto.O Fred é um excelente psicologo,e claro,como eu ja quebrei bastante a cara na vida,faço questao de deixar conselhos aqui no meu cafofo nesse sentido...